sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Meu reino por um editor


Esta é a capa do jornal Extra que foi tema da aula de Jornalismo Gráfico 1 de hoje. 

Procurei levantar com a turma os prós e contras de se publicar uma primeira página desse tipo. As conclusões foram as seguintes:

Positivos
1) Chamou a atenção (e muito) dos leitores. Houve gente se amontoando na frente das bancas para apreciar melhor o jornal, o que, provavelmente...
2) ...deve ter alavancado as vendas, criando a expectativa de uma matéria interna ampla e diferenciada;
3) É de uma ousadia digna de aplausos ao imprimir o logo e todo o cabeçalho do jornal duas vezes, sendo uma delas de cabeça para baixo. Acho que jamais vi algo parecido;
4) A utilização de uma ilustração simples, mas efetiva e bem realizada, ocupando a capa inteira, em lugar de uma photoshopada qualquer.

Negativos
1) É opiniática, fugindo do caráter neutro do que deveria assumir o bom jornalismo, e desnecessariamente agressiva ao mirar diretamente em Lula (claro que, se não fosse assim, não teria o mesmo impacto visual);
2) É clichê. Funciona, mas é clichê. A imagem é batida e as chamadas, principalmente as das tarjas vermelhas, apelativas;
3) É potencialmente prejudicial por não cumprir internamente o que promete de forma tácita na capa: uma matéria reveladora, única e, principalmente, ampla. O que se vê, pelo contrário, são duas colunas de texto de 12 cms de altura na página 12 repercutindo uma entrevista do presidente cedida ao site Terra. O seja, o leitor pode se sentir enganado pela capa, que chega a dar a impressão de uma edição especial dedicada ao tópico, e declinar a compra do jornal dali em diante.

Na minha opinião, creio que a capa é séria candidata ao prêmio da SND de excelência gráfica, mas fica a dúvida se ela é uma peça de jornalismo gráfico ou apenas uma isca visualmente apelativa para leitores eventuais. 

Parafraseando um roteirista norteamericano conhecido meu, “a função do artista é fisgar o público. Cabe ao cara do texto mantê-lo fidelizado”. Nesse caso não tenho certeza se a segunda parte do aforismo funciona a contento.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O passado condena

Eis uma pintura em tecido (provavelmente em uma camiseta) encontrada por meu velho amigo Cláudio Fortes, direto do final dos anos 70.

The Warriors ainda é um dos meus filmes preferidos.

sábado, 18 de setembro de 2010

O banner gigantesco da IV Semana de Quadrinhos da UFRJ


O incansável Diego Novaes diante do monolito amarelo, na Ilha do Fundão. Tremei, mortais!

sábado, 11 de setembro de 2010

100 anos sem Angelo Agostini - Eu estarei lá



15 de setembro

10h
Agostini: percalços de uma longa investigação
Antonio Luiz Cagnin (ECA/USP)
Esse ilustre desconhecido: história e memória de Angelo Agostini
Marcelo Balaban (História/UnB)
Debatedor: Antonio Herculano (FCRB)

14h
Guerra do Paraguai no traço de Agostini
Ricardo Salles (História/UniRio)
A escravidão e a campanha abolicionista
Gilberto Maringoni (Comunicação/Cásper Líbero)
As pernas finas do imperador: riso, crítica e intimidade nos desenhos de A. Agostini sobre d. Pedro II
Lilia Moritz Schwarcz (Antropologia/USP)
Debatedor: Eduardo Silva (FCRB)

18h
Abertura da exposição Angelo Agostini
Curadoria de Luiz Guilherme Teixeira Sodré


16 de setembro

10h
O antilusitanismo e a polêmica com Bordalo
Isabel Lustosa (FCRB)
O humor na fronteira entre religião e a política
Maria da Conceição F. Pires (UFV/BN)
Debatedor: Marco Morel (História/Uerj)

14h
A imprensa paulistana do tempo de Agostini
Brás Ciro Gallotta (História /PUC-SP)
A São Paulo de Angelo Agostini
Ana Luiza Martins (Condephaat/Secretaria de Cultura-SP)
Fleuiss e Agostini, aproximações e divergências
Laura Nery (História/Uerj)
Debatedor: Lucia Guimarães (História/Uerj)


17 de setembro

10h
Técnicas de impressão, da litografia ao clichê
Letícia Pedruzzi (Centro de Artes/Ufes)
Nhô-Quim e Zé Caipora
Athos Eichler Cardoso (FAC/UnB)
Debatedor: Tânia Bessone (História/Uerj)

14h
Lápis e pincel nas mãos de um artista: o Brasil de Angelo Agostini
Rosangela de Jesus Silva (IFCH/Unicamp)
A Revista Ilustrada (1876-1898): síntese de uma época
Marcus Tadeu Daniel Ribeiro (Iphan)
Abigail de Andrade e Angelo Agostini: uma paixão interdita no Segundo Reinado
Cláudia de Oliveira (Escola de Belas Artes/UFRJ)
Debatedor: Rafael Cardoso (Departamento de Artes e Design/PUC-Rio)



Entrada Franca