terça-feira, 19 de outubro de 2010

A originalidade óbvia e o ineditismo inútil


A arte, mais do que conhecer o mundo, produz completamentos do mundo, formas autônomas que se acrescentam às existentes, exibindo leis próprias e vida pessoal.
Umberto Eco

Pois, o que somos, senão livros, e quando eles desaparecem, nada mais.
Ray Bradbury

Uma vez, há mais de vinte anos, Paulo Aragão, que não era meu parente, mas irmão de ninguém menos que Renato Aragão, o Didi Mocó, me falou que as situações de humor se resumiam a mais ou menos trinta e cinco e que toda e qualquer piada já inventada ou ainda por nascer jamais escaparia de, no máximo, ser um somatório de duas ou mais dessas três dezenas e pouco. O que ele queria dizer com isso? Simples: que não adiantava correr atrás de uma suposta piada original, que seu talento como humorista seria julgado a partir do “como” você contaria a anedota. Algo muito parecido com o que, anos mais tarde, ouviria de um dos organizadores do evento Invisibilidades, no Itaú Cultural: “Pedro matou Paulo. Esse é sempre o enredo. Não importa o que acontece na sua história, mas como você a conta”.


Leia o resto em minha coluna no jornal AcheiUSA.