Todo mundo sabe que, na Golden Age das HQs americanas, nos anos 30 e 40, a prática da cópia era comum, mas dá um certo desconforto ao vermos alguém com o renome de um Bob Kane “passar por cima com papel manteiga” de um desenho de outro mestre, Hal Foster, um dos mais bem sucedidos artistas das comic strips.
Vejam o Tarzan de Foster (1929) e um dos primeiros desenhos de Batman, por Bob Kane (1939).
E o mais engraçado é que o desenho de Kane foi tão popularizado que até virou uma bela estatueta.
Juro que deu vontade de ver algo parecido com o Tarzan de Foster.
Octavio Aragão
Portfolio, artigos, notícias, resenhas e tudo o que eu quiser
domingo, 15 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Badman, a HQ que nunca existiu. Até hoje.
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| Gilberto Zavarezzi, eu e Osmarco Valladão. No estúdio de Gilberto. |
Computadores? Photoshop? Ainda um sonho de ficção científica. Tudo era rigorosamente feito à mão. Máscaras, guache, óleo, tira linhas, lápis de cor e até canetas hidrocor. Esse era o material com o qual trabalhávamos no apartamento do Gilberto, na Tijuca. Muitas vezes recebemos visitas e até alguns auxílios luxuosos de outros ilustradores e tudo acabava numa grande e divertida reunião de bate-papo regada a cerveja.
De todos os projetos bolados na época, o principal foi Badman, a versão que gosto de chamar de “horror chic” do Cruzado Embuçado de Gotham City. Foram meses de pesquisa, desenhos e rios de tinta até chegarmos a estudos de personagens que nos agradassem. John, nosso infeliz Coringa, Dana Dale, a jornalista curiosa e sexy, uma versão soft porn de Vicky Vale, o inspetor de polícia, um Gordon parecido com Stephen King e, claro, Payne, o gigantesco magnata que tem o mau hábito de sair à noite para fazer coisas inconfessáveis.
Agora, pela primeira vez, reuni as páginas produzidas nessa fase - algumas pela metade - e as exponho aqui. Enjoy!
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| Notem os desenhos de Tibúrcio, finalizados por Osmarco Valladão e Gilberto Zavarezzi |
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| John, nosso Coringa deformado, décadas antes do filme de Cristopher Nolan |
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
AnimaEco - Animação na UFRJ
O ANIMAECO acontece nesta terça-feira (22/11), dia destinado à Animação.
O evento é coordenado pela professora Cristina Haguenauer, e conta com participação da ECO, EBA e LETRAS.
Acima segue a programação de terça-feira, voltada para Animação, que acontecerá no Auditório do CFCH, com inscrições a partir das 14:30h.
Haverá dois estudos de caso:
1. (15:30h) curta 3D Obsoleto, vencedor dos prêmios:
Anima Mundi 2011 :
3º Melhor Curta Brasileiro
1º Melhor Curta de Estudante Brasileiro
Animarte 2011 :
1º Melhor Filme Universitário - Júri Técnico
3º Melhor Filme Universitário - Júri Popular
AnimaSerra 2011 :
1º Melhor filme de animação 3D
2. (16:15h) a evolução das Aberturas de Malhação (TV Globo) e da vinheta de abertura de Afinal, o que Querem as Mulheres
A seguir (17:00h) debate sobre a formação do profissional de animação.
***
De 21 a 25 de novembro, o projeto AnimaEco terá a terceira edição do evento sobre animação, games e realidade virtual. Este ano, o evento conta com atividades presenciais em diferentes unidades da UFRJ: na Escola de Belas Artes (dia 21), na Escola de Comunicação (dias 22, 23 e 24) e na Faculdade de Letras (dia 25, sexta, de 9h às 11h30, no auditório G-1), além de discussões on-line através do Facebook .
Inscreva-se no site e confira a programação completa.
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De 21 a 25 de novembro, o projeto AnimaEco terá a terceira edição do evento sobre animação, games e realidade virtual. Este ano, o evento conta com atividades presenciais em diferentes unidades da UFRJ: na Escola de Belas Artes (dia 21), na Escola de Comunicação (dias 22, 23 e 24) e na Faculdade de Letras (dia 25, sexta, de 9h às 11h30, no auditório G-1), além de discussões on-line através do Facebook .
Inscreva-se no site e confira a programação completa.
Divulgação: Elizabete de Cerqueira
Núcleo e Assessoria de Imprensa da ECO/UFRJ
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Como classificar essa capa, parte 2: Nem e a popificação dos desafetos
O jornal Meia-Hora dá seguimento às caricaturas do traficante Nem, identificando-o hoje com a popular personagem Valéria, interpretada pelo comediante Rodrigo Sant'Anna, num quadro de sucesso do humorístico Zorra Total, da Rede Globo (cujo bordão, por coincidência, é como estou bandida). Não consegui comprar a primeira edição, que esgotou nas primeiras horas do dia, mas aqui está a imagem do site.
Creio que poderíamos, para tentar compreender o impacto dessas imagens, fazer um paralelo entre essa série de portrait charges e aquelas produzidas por Thomas Nast para o Harper’s Weekly, em 1871, nas quais denunciava o prefeito William Magear (Boss) Tweed como corrupto.
No caso de Nast, havia uma campanha ideológica visando derrubar um político por intermédio do humor e do deboche. O jornal carioca, numa primeira análise, parece desejar o mesmo efeito, divulgando a foto do criminoso e criando uma gag visual, conforme visto aqui. Porém, será que o Meia-Hora não acaba por criar uma “aura de simpatia” em torno do meliante? Enquanto Nast depreciava Tweed – um político, um representante do poder instituído, não um criminoso assumido – usando o riso como arma, as caricaturas do Meia-Hora, pelo contrário, visam o riso pelo riso, talvez banalizando o fato de que aquele ali retratado é um assassino comprovado.
Será que, como efeito colateral, o tablóide não estaria tornando o criminoso numa celebridade, no bom e velho estilo das dime novels que relatavam as aventuras de Jesse James e Billy The Kid, notórios bandoleiros, ou dos cordéis que louvavam Lampião?
Não há dúvidas que, em termos comerciais, é um acerto, já que a edição esgotou em tempo récorde nas bancas, mas creio que ainda há muito a discutir a respeito desse tipo de opção editorial, além do aspecto econômico.
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| O criminoso Nem retratado como a Valéria, de Zorra Total |
Creio que poderíamos, para tentar compreender o impacto dessas imagens, fazer um paralelo entre essa série de portrait charges e aquelas produzidas por Thomas Nast para o Harper’s Weekly, em 1871, nas quais denunciava o prefeito William Magear (Boss) Tweed como corrupto.
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| Boss Tweed. By T. Nast, Harper's Weekly |
No caso de Nast, havia uma campanha ideológica visando derrubar um político por intermédio do humor e do deboche. O jornal carioca, numa primeira análise, parece desejar o mesmo efeito, divulgando a foto do criminoso e criando uma gag visual, conforme visto aqui. Porém, será que o Meia-Hora não acaba por criar uma “aura de simpatia” em torno do meliante? Enquanto Nast depreciava Tweed – um político, um representante do poder instituído, não um criminoso assumido – usando o riso como arma, as caricaturas do Meia-Hora, pelo contrário, visam o riso pelo riso, talvez banalizando o fato de que aquele ali retratado é um assassino comprovado.
Será que, como efeito colateral, o tablóide não estaria tornando o criminoso numa celebridade, no bom e velho estilo das dime novels que relatavam as aventuras de Jesse James e Billy The Kid, notórios bandoleiros, ou dos cordéis que louvavam Lampião?
Não há dúvidas que, em termos comerciais, é um acerto, já que a edição esgotou em tempo récorde nas bancas, mas creio que ainda há muito a discutir a respeito desse tipo de opção editorial, além do aspecto econômico.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Ok, como classificar essa capa?
Também acho engraçado, mas não sei se é matéria, charge ou algo ainda não classificado. O que acham?
Cadê, de Graça Lima
Adoramos o livro da ilustradora, escritora e professora Graça Lima. Guilherme, o mais novo de meus herdeiros, amou as ilustrações e o jogo de metáforas que compõem a narrativa página a página.
Mas não foi apenas o pequeno quem se deleitou com o Cadê. Fiquei um bom tempo mergulhado nas ilustrações, curtindo cada matiz, cada mancha, cada montagem.
Obrigado, Graça, pelos momentos de leitura, diversão e aprendizado.
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