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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

O que virá por aí…

 Intempol - Agora concorreu ao Prêmio HQ Mix na categoria “Melhor Álbum de Aventura/Terror/Fantasia”.

Não levou, mas quem disse que isso nos impediria de começar os trabalhos em um segundo volume?

Pois já temos alguns nomes de peso concebendo novas páginas para o segundo volume, que deverá sair no ano que vem.

Curiosos?  Pois é, então… aqui vai uma pequena amostra do que está sendo preparado, no traço espetacular do ilustrador Alexandre Soares.

Pois é, pessoal… o Céu é o limite!



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O sujeito mais casca-grossa de todos os tempos voltará

O’Malley, por Manoel Magalhães

Ele não tem papas na língua e não deixa barato. É capaz de cuspir na sua cara enquanto rouba sua namorada. E não é de hoje.

Desde o ano 2000 – ou algo em torno de 1932, segundo ele mesmo – Lace O’Malley corre para cima e para baixo no tempo, batendo em malfeitores e beijando mocinhas. Criado por Osmarco Valladão para estrelar o conto The Long Yesterday, publicado originalmente na antologia Intempol (Ano-Luz, 2000), depois ganhou traços produzidos por Manoel Magalhães e migrou para as HQs em um álbum lancado pela Comic Store, em 2006, que, para começo de conversa, concorreu ao HQ Mix e, em consequência, catapultou seus autores à atmosfera rarefeita dos quadrinhos gringos. Manoel e Osmarco passaram a sedimentar as carreiras lá fora, desenhando e colorindo diversas revistas para os mercados americano, britânico e mexicano, mas sem esquecer da terra natal, publicando outros álbuns como O Instituto (Aeroplano, 2007) e O Coronel (Nemo, 2012).

Mas tudo isso, quem acompanha este blog já sabe. O que nem eu sabia é que a carreira de O’Malley está longe do fim. Pois é, depois de sete anos, o irlandês voltará ao nosso convívio, estrelando um dos volumes da série de livros lançada pela Editora Draco.

Lace O’Malley – Detetive Temporal deverá ser o quinto ou sexto livro da coleção Intempol, que começou este ano com meu pequeno romance (ou novela, como queiram) Reis de Todo os Mundos Possíveis, e que continuará com volumes dedicados a Fábio Fernandes, Lúcio Manfredi e Carlos Orsi.

O conteúdo ainda não conheço, isso é entre o Erick e o Osmarco, mas aposto que poderemos ver novas versões dos contos já publicados, como Mao Yee e Um Cara Decente, além de outras narrativas onde O’Malley se descobrirá em situações e cenários bem diferentes daqueles com os quais está acostumado.

Ou seja, é esperar para conferir, mas adianto que estou curioso para saber como o detetive e seus colegas se arranjaram até hoje e se o tempo, como no caso dos bons vinhos, lhes fez bem.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Acertando os ponteiros: livro novo na praça

Meu novo romance, Reis de Todos os Mundos Possíveis, lançado hoje pela Editora Draco, nasceu como um desafio auto-imposto: criar uma novela OnLine dentro do cenário Intempol, criado por mim em 2000 e compartilhado desde então com mais de uma dezena de autores de estilos diferenciados. Achei que era a hora de dar uma forma definitiva ao que eu achava que era o Universo Intempol, já que havia tantas versões quanto cérebros envolvidos nos processos criativos. Como sempre, deu mais trabalho que imaginava e o formato de “novelinha” acabou virando algo bem mais complexo, com um elenco de personagens que chegava às raias do absurdo e subtramas rocambolescas.

Finalmente, reuni o material, revisei e reescrevi muita coisa, conversei com o pesquisador francês (e fã da Intempol) Eric Henriet, autor do compêndio sobre Uchronia L’Histoire Revisitée, para ver se ele topava escrever uma introdução, e perguntei se o Erick, editor da Draco, estaria interessado em publicar o material em formato livro. Cá estamos, então, com um pequeno volume de 112 páginas de percalços paratemporais e paradoxos peripatéticos, já em pré-venda aqui. É sempre bom recordar que, apesar de poder ser lida de maneira independente, essa história tem diversos pontos de contato com a HQ Para Tudo Se Acabar na Quarta-Feira, minha parceria com o ilustrador Manoel Ricardo, publicada pela Draco em 2011.

Finalizando, pelo que soube, esse não será o último romance da série a ser publicado pela Draco, mas as próximas aventuras serão contadas por gente mais talentosa que eu, como Carlos Orsi, Lúcio Manfredi e Fábio Fernandes. Assim, numa quebra radical de cronodigmas, os leitores poderão escolher qual versão do Intemverso é mais de seu agrado. 





“A pior coisa que pode acontecer a alguém é se apaixonar enquanto a História entra em colapso. 

Carlo Costa ainda não sabe, mas em seu futuro residem uma moça capaz de botar o planeta de cabeça para baixo e um poder que pode virar um homem pelo avesso. Ou vice-versa. 

Inimigos inusitados — nazistas, neandertais e até uma ex-futura-namorada — surgem com objetivos, armas e agentes capazes de tudo e muito mais para eliminar um homem, uma garota, a Intempol ou tudo ao mesmo tempo. Enquanto foge da entropia, Carlo encontra, conhece ou combate Houdini, Lampião, Lamarca, Le Courbusier, Evita e um desfile de personagens, descobre que mundos podem nascer dos sonhos e que nada poderá impedir o fim, seja lá o que isso signifique.

São planos dentro de planos dentro de alguma coisa vagamente parecida com uma história de amor, balas, unhas e dentes enquanto o espaço-tempo está prestes a sucumbir. Ou seja, apenas mais um dia nos corredores brancos da Intempol.”

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O dia em que Iracema conquistou Tarzan

Capa da antologia lançada pela Titan 
Hoje é um dia de comemorações, questionamentos e conclusões. Está certo, vamos deixar as conclusões para outra ocasião e focarmos nos dois primeiros quesitos.

Comemoremos a republicação de The Last of The Guaranys, conto escrito a quatro mãos com Carlos Orsi, numa antologia dedicada ao excelente – e divertidíssimo – escritor Philip José Farmer, desta vez pela Titan Books, uma casa editorial de renome e alcance mundiais. Por causa das tiragens altas da Titan, pode ser que Tales of The Wold Newton Universe transforme essa loucura que mescla Edgar Rice Burroughs com José de Alencar em meu conto mais lido até hoje. Tomara.

A gênese de The Last of The Guaranys está muito bem contada (em detalhes que eu nem recordava) pelo Carlos, em seu blog. Nada há a acrescentar, a não ser que o título, grande sacada do meu parceiro, além de remeter ao clássico de James Fenimore Cooper, também joga com as iniciais do romance Time’s Last Gift, que, segundo a lenda, já era uma piada com Tarzan, Lord Greystoke, mas isso é firula. O importante mesmo, de verdade, é que o conto foi considerado digno de ser publicado no mercado americano uma segunda vez em menos de um ano.

O que nos leva aos questionamentos. E a uma pequena viagem no tempo. Sim, outra. Ei, isto é um texto meu, vão dizer que não esperavam algum paradoxo espaço-temporal?

Há mais de dez anos, pouco antes do lançamento da antologia Intempol, participei de um chat da extinta editora Writers (ou seria da também descontinuada revista Quark? A memória me trai, mas não no que importa), que pretendia antecipar o que hoje é comum em casas editoriais como Draco e Tarja, ou seja, a publicação de obras de autores brasileiros de Ficção Científica, Fantasia, Horror etc. Durante a conversa, quando o assunto versou a respeito de “como alcançar o sucesso escrevendo literatura de gênero” (pois é, isso é assunto recorrente, concordam?), comentei que a saída talvez fosse a publicação no exterior, buscando revistas como a Asimov, a Analog ou a Magazine of SF&F. Não apenas fui rechaçado, como  apresentaram exemplos do tipo “eu, que sou eu, tento há décadas e jamais consegui uma aprovação nessas revistas. O mercado americano é impermeável. Mas vá lá, tente!”.

Achei boa ideia. Pesquisei, procurei, burilei. Tentei. E aí está, não aparecemos nas revistas supracitadas, mas percebo que fomos direto ao pote, saindo pela Titan. Creio também que isso exclui da equação qualquer artifício eticamente questionável e ofensivo como brodagem ou jabá. Prefiro acreditar que conseguimos graças à insistência, ao aperfeiçoamento e ao propósito. Questiono, então: já que autores como Jacques Barcia, Fábio Fernandes, Gérson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi e até eu conseguimos publicar (e, vejam bem, sendo pagos por isso, e não o contrário) no maior mercado do mundo, será que não está na hora de testarmos outra vez essa impermeabilidade? Os Estados Unidos não são mais tão reativos a nós, nossos assuntos, nossos estilos, mesmo escrevendo um gênero tão norte-americano como a Ficção Científica.

Bom, afirmei lá no início que deixaria de lado as conclusões, mas não consigo me furtar a dizer que, daqui de onde observo, parece que todos esses mundos também são, potencialmente, nossos.

Agora, deem licença que o vinho me aguarda.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Meu primeiro álbum em quadrinhos em pré-venda

Para tudo se acabar na quarta-feira, de Octavio Aragão e Manoel Ricardo em pré-venda no site da Draco

10/10/2011 - por: Editora Draco  
Seção: Destaques, Produtos


“Criado em 1998 pelo carioca Octavio Aragão, Intempol surpreende por ser um conceito aberto e permitir que virtualmente qualquer história, em qualquer estilo, possa ser escrita, tendo, como base, a ficção científica”
Delfin (Universo HQ)

“Na série Intempol o leitor é confrontado com tantas teorias quanto as há sobre o mundo real – o que torna o conjunto tão singularmente real quanto surreal, que desmistifica com eficácia as convenções das formas mais estereotipadas da FC”
Antônio Luiz M. C. Costa (Carta Capital)

“Histórias repletas de ação e movimento, em que se brinca descaradamente com os paradoxos temporais, com a história do nosso mundo e com as instituições que supostamente servem para fazer cumprir a lei, seja ela qual for”
Jorge Candeias (e-Nigma.com.pt)

“Inserindo em sua narrativa mutável e contraditória todo o espírito do canalha, do velho malandro e de quem não hesita em usar métodos rothianos na hora de extrair informações de um prisioneiro, Intempol definiu uma metodologia de ação brasileira a ser seguida pelo universo”
Marcus Vinícius de Medeiros (Omelete)

“Depois da leitura deste álbum de quadrinhos, só fica uma pergunta na cabeça do leitor: quando o próximo será publicado?”
Roberto Elísio dos Santos (ECA-USP)


Dizem que uma das origens da Intempol, a Polícia Internacional do Tempo, ocorreu no ano de 1998, como cenário para o conto Eu Matei Paolo Rossi, de Octavio Aragão. Outros relatos optam pelo ano 2000 como ponto de partida, com o lançamento do livro Intempol – uma antologia de contos sobre viagens no tempo. Uma terceira versão aponta o álbum em quadrinhos The Long Yesterday, de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães, como a primeira encarnação da série de aventuras, mas a webtira A Mortífera Maldição da Múmia, de 2002, baseada em um conto de Carlos Orsi e ilustrada pela Calango Produktado, também está no páreo.

Porém, talvez nenhuma dessas histórias seja verdadeira e a Intempol, como todo bom paradoxo, esteja dando seus primeiros passos este ano, com a publicação de Para tudo se acabar na quarta-feira, álbum de Octavio Aragão e Manoel Ricardo, publicado pela Editora Draco.

E que este seja um recomeço para os agentes intemporais, em nova casa. Com o entusiasmo de sempre.
Em meio a uma guerra pelo controle do crime organizado nos morros do Rio de Janeiro, um grupo de traficantes descobre que cada um de seus atos são parte de um plano maior e que seu futuro é um conceito questionável.

Eles têm quatro dias para descobrir quem dá a corda no relógio de suas vidas e tentar virar a ampulheta a seu favor, antes de se afogarem em samba, suor e sangue.

OCTAVIO ARAGÃO
Designer gráfico por decisão e acadêmico por destino. Trabalhou com cinema, jornalismo e publicidade, escreveu um romance (A Mão Que Cria, 2006) e já fez muitas coisas, mas gosta mesmo é de estudar de tudo um pouco. Hoje é professor adjunto da ECO-UFRJ, onde leciona jornalismo gráfico, coordena eventos como a V Semana de Quadrinhos da UFRJ e a SpaceBlooks, mas curte mesmo é a família. Mora no Rio de Janeiro, no bucólico bairro de Laranjeiras, com a esposa Luciana e os filhos Pedro Henrique e José Guilherme, suas melhores criações.

MANOEL RICARDO
Ex-fanzineiro de mangá em sua primeira publicação de quadrinhos, desenha desde sempre, e profissionalmente desde os 14 com pequenas editoras. Já ilustrou livros infantis, materiais didáticos, infográficos em jornal, ilustrações editoriais e já se aventurou na indústria de games. Autodidata convicto, fez seu primeiro curta metragem de animação em 2010 chamado “Rock’n Roll na Minha Vida”, disponível na internet. Também é músico e toca baixo elétrico em shows locais de MPB, pop, rock, samba e reggae, com pitadas de groove funk-soul. Cursa Desenho Industrial na Ufes, e é pai da Manuely, garotinha muito maneira que curte cantar, desenhar e jogar videogame.

Para tudo se acabar na quarta-feira
Autores:
Octavio Aragão (roteiro) e Manoel Ricardo (desenhos)

ISBN: 978-85-62942-28-0
Gênero: HQ – ficção científica
Formato: 17cm x 24cm
Preço de capa: R$ 24,90


Para selecionar como “desejado” no Skoob!